Eliminadores de ar


Segundo especialistas, existe uma grande quantidade de ar juntamente com a água nas tubulações hidráulicas de condomínios, casas, empresas, etc. Informam ainda que o hidrômetro não é capaz de distinguir as duas substâncias acarretando o registro não somente da água, mas também do ar. Conseqüentemente o usuário acaba pagando pelo ar existente em suas tubulações. Para eliminar este problema, o síndico possui uma solução há muito tempo utilizada pelo mercado: Eliminador de ar.

Eliminador de Ar

O Eliminador de Ar é um aparelho que possui um furo por onde o ar é expelido, sendo instalado antes do hidrômetro. Dessa forma, a água passaria pelo hidrômetro girando o medidor. Enquanto isso, o ar passaria pelo furo de saída e não contribuiria para o movimento do medidor, fazendo com que o hidrômetro marcasse o consumo real de água, desconsiderando o “consumo” de ar existente na tubulação. Como conseqüência, o consumidor teria uma diminuição no valor de sua conta de água.

Em Brasília, no site do Ministério Público do DF, está disponível a lei N° 2.977, de 10 de maio de 2002, do deputado Chico Floresta, publicada no DODF de 29/05/2002, estabelecendo, em seu artigo 1º, que “fica a empresa concessionária do serviço de abastecimento de água do Distrito Federal, obrigada a instalar, por solicitação do consumidor, equipamento eliminador de ar na tubulação que antecede o hidrômetro de seu imóvel”.

Entretanto, um relatório emitido pela FUNASA, baseado em avaliações técnicas da CAESB (Companhia de Água e Esgoto de Brasília), expõe uma possibilidade de contaminação da água potável por meio do furo de saída, "uma vez que se introduz um ponto de abertura na rede de distribuição propício às doenças de veiculação hídrica, a depender das condições topográficas, instalação, manejo etc.." . Isto significa, por exemplo, que, de acordo com as condições, a água suja da chuva poderia entrar pelo furo de saída do eliminador de ar e contaminar a água do usuário. Tal relatório pode ser lido acessando o site da CAESB (www.caesb.df.gov.br) e pesquisando os termos “Eliminador de ar”.

O Eliminador de Ar tornou-se alvo de vários embates jurídicos em todo o Brasil, como pode ser visto em jurisprudência do TJDF (acórdão 253546, da relatora Carmelita Brasil, de 09/08/2006), permitindo o uso do aparelho, e também do TJMG (processo 1.0324.04.025745-7/001(1), do relator Almeida Melo, de 01/06/2006), proibindo o uso do aparelho. Mas o embate encontra-se longe de uma decisão final, pois o próprio TJMG, em outro processo, dá ao condomínio o direito de uso do mesmo aparelho (processo 1.0024.03.146424-1/001(1), do relator José Domingues Ferreira Esteves, de 13/09/2005), enquanto no TJDF há uma decisão sobre multa contra tal instalação sem anuência da companhia de água e esgoto local (acórdão 237965, da relatora Vera Andrighi, de 13/02/2006).

Ainda no TJDF, no processo 2004.01.1.080881-8, da Terceira Vara da Fazenda Pública do DF, o juiz de direito Dr. Marco Antônio da Silva Lemos relata que “A conclusão de que um determinado aparelho apresenta vulnerabilidade sanitária com base numa informação isolada de um órgão técnico de abastecimento de água, que é diretamente interessado nesse processo, e lançada sem qualquer perícia ou investigação efetuada pelo próprio órgão de saúde, não se me afigura hígida nem confiável”, deixando claro que torna-se necessária uma avaliação independente dos possíveis problemas do Eliminador de Ar. (Os processos aqui apresentados como exemplo podem ser consultados via Internet nos sites www.tjmg.jus.br e www.tjdf.jus.br).

As empresas que comercializam os Eliminadores de Ar afirmam que este produto impede a contaminação por enchentes, insetos e etc, pois contém válvula de retenção. É importante lembrar que as adutoras (“canos” responsáveis pelo transporte de água desde sua captação) da Caesb (e das demais empresas de saneamento do Brasil) possuem ventosas com funcionamento semelhante ao do Eliminador de Ar. As ventosas permitem a saída do ar que tenha ficado ou entrado em adutoras por gravidade ou nas tubulações de recalque e, também, permitem a entrada de ar quando ocorre redução de pressão. Por semelhança, é coerente concluir que o risco de contaminação dependerá da instalação e não exclusivamente do aparelho em si.

O Engenheiro Paulo Rubens de Araujo e Oliveira, Subsecretário de Manutenções do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, declara que o Eliminador de Ar está instalado desde 15/08/2001. Em análise nos meses de Maio/01, Junho/01 e Julho/01 obteve-se uma redução de 32,5% e comparando o mês de Agosto/01 com Agosto/00 a redução é de aproximadamente 21%.

O Maj. inf. Albanir Hortencio Rocha Filho, chefe da 1ª Seção da Prefeitura Militar de Brasília declara, em atestado de capacitação técnica, que a redução no consumo de água registrada no ramal do setor de garagens do Quartel General foi de 22%, tendo como base registros diários de consumo de água em um período de três semanas.

Conclusão

Com o objetivo de verificar as informações repassadas pelos condomínios entrevistados, visitamos a empresa Dolphin, verificando que em condições de laboratório o equipamento evitou que o ar fosse registrado.

Na situação real, entretanto, é importante salientar que a eficiência dos aparelhos será diretamente relacionada à presença de ar na tubulação de água que chega ao seu condomínio: é comum ocorrer a entrada de ar na tubulação em situações como manutenção, conserto, interrupção de fornecimento, novas instalações, bombeamento, racionamento e outros. Ou seja, se as tubulações que chegam ao seu condomínio não possuírem ar, o resultado deverá ser irrisório. Caso contrário, tenderá a apresentar bons resultados.

4 comentários:

  1. Olá! Eu fumo cachimbo na varanda do meu apartamento. Agora, um vizinho deu para reclamar do cheiro e ameaçou levar o caso para o síndico. O Condomínio pode me multar por causa disso? Se o vizinho entrar na justiça contra mim, quais são as chances dele ganhar? De que lado está o direito? Eu só tenho a minha casa para fumar meu cachimbo. Fora de casa, todo lugar é proibido fumar. No caso dele entrar na justiça, eu vou precisar de advogado? Se ele ganhar a causa, eu posso recorrer? Agradeço, desde já, a resposta! Alexandre.

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  2. Boa noite, Suzana! td bem?

    Moro no térreo de um apto que possui quintal privativo, entretanto essa área é tida como coletiva pelo prédio, mesmo tendo acesso a essa área apenas minha família e eu. O condômino do apartamento de cima colocou dois ares condicionados, um na sala e outro no quarto. Ocorre que, esses ares condicionados não possuem suporte ou mangueira para a água escorrer. O ar da sala jorra água no meu quintal, o qual minha mãe coloca roupas para secar, além de algumas vezes pingar dentro da cozinha e no suporte de luz. O do quarto, pinga no suporte do nosso ar, fazendo um barulho que incomoda e o mesmo liga esse ar praticamente todos os dias.

    Nesse ar do quarto, foi colocado um caninho para que a àgua pingasse mais para frente e não no meu suporte, mas isso não adiantou nada. Tenho que continuar colocando panos em cima do meu suporte para que o barulho diminua e não pingue dentro do qurto, mas mesmo com o pano o barulho continua. Gostaria de saber se, essa área mesmo sendo coletiva, tenho direito de reclamar sobre esse problema? Esse condômino pode solicitar a abertura dessa área que não é só a minha que é fechada, mas de outros condôminos também? Ele está ciente desse problema, mas nada fez para sanar. O que vc me aconselha?

    Grata desde já,

    Roberta Varella.

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  3. Boa noite, Suzana! td bem?

    Moro no térreo de um apto que possui quintal privativo, entretanto essa área é tida como coletiva pelo prédio, mesmo tendo acesso a essa área apenas minha família e eu. O condômino do apartamento de cima colocou dois ares condicionados, um na sala e outro no quarto. Ocorre que, esses ares condicionados não possuem suporte ou mangueira para a água escorrer. O ar da sala jorra água no meu quintal, o qual minha mãe coloca roupas para secar, além de algumas vezes pingar dentro da cozinha e no suporte de luz. O do quarto, pinga no suporte do nosso ar, fazendo um barulho que incomoda e o mesmo liga esse ar praticamente todos os dias.

    Nesse ar do quarto, foi colocado um caninho para que a àgua pingasse mais para frente e não no meu suporte, mas isso não adiantou nada. Tenho que continuar colocando panos em cima do meu suporte para que o barulho diminua e não pingue dentro do qurto, mas mesmo com o pano o barulho continua. Gostaria de saber se, essa área mesmo sendo coletiva, tenho direito de reclamar sobre esse problema? Esse condômino pode solicitar a abertura dessa área que não é só a minha que é fechada, mas de outros condôminos também? Ele está ciente desse problema, mas nada fez para sanar. O que vc me aconselha?

    Grata desde já,

    Roberta Varella.

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  4. Boa noite , estou precisando de ajuda pois moro em um apartamento tipo casa e os moradores jogam guimba de cigarro e nada e feito. Simplesmente meu telhado de policarbonato esta todo furado e minha filha de 4 anos e meu cachorro estão proibidos de ir para o quintal, imagina se cai uma guimba que vem acesa no cabelo da minha filha ou no pelo do meu cachorro...vivo um inferno. preciso de ajuda, moro no RJ .Se puder me indicar um bom advogado , ficaria grata.
    Att.Juliana

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